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O ponta pé inicial foi dado em 2000, quando De Leve ajudou a fundar o extinto coletivo “Quinto Andar”. Mas a primeira aparição de fato foi feita em uma coletânea da revista Trip “Zoeira HipHop” com a faixa “Eu Bolo”, também em 2000. No ano seguinte gravou o EP “Introduzindo… De Leve” e disponibilizou o registro na internet, assim como outras faixas (hoje, absolutamente cults) como “A Lenda” e “As Aventuras de Jack Binsk”. Pouco tempo levou para as músicas circularem nos mais remotos computadores do Brasil.
Em 2003 lançou outro EP chamado “O estilo foda-se” que foi lançado também independente – em CD e na internet – (“Tomba Records”) e que correu os ouvidos das pessoas bem rapidamente que, não à toa, interessou a alguns selos e gravadoras, e que foi negociado e lançado um LP posteriormente pelo selo “Segundo Mundo” de Dudu Marote com o mesmo nome: “O estilo foda-se” (Tomba Records/Segundo Mundo).
Pronto: ganhou de assalto a mídia: Foi capa do Segundo Caderno do Globo, ganhou destaque no JB pelo Tárik de Souza, e destaque de vários jornais no Brasil; gravou um clipe para a música “É ming”, participou dos programas de tevê como Altas Horas (Globo), Gordo a Gogo (MTV), Atitude.com (TVE) e Noite Afora (Rede TV); participou da trilha do seriado global Cidade dos Homens com duas músicas, no longa “Ódiquê?” e mais recentemente, teve uma música sua como tema de abertura do programa Brasil Total no quadro “Mercadão de Sucessos” no Fantástico.
De lá pra cá foi convidados para participar de coletâneas: Mix France-Brasil – Expressões Urbanas; Smoking HipHop; Agacê – Todos Ouvidos e Selo Instituto – Coleta Seletiva e fez participação nos discos de: Veiga e Salazar – Ontem já era, Flu – No Flu do mundo, Voltair (França) – A hora do Brasil, Nervoso – Lembranças das minhas saudades – remixes memoráveis, SNZ, Voltair (França) entre outros.
Se apresentou no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre. E também de alguns festivais, tais como o Eletronika em BH e o TIM Festival em São Paulo – 2004 – no mesmo dia e palco em que os ingleses do Primal Scream e a PJ Harvey tocaram, sem falar nas duas vezes em que lotou o SESC Pompéia: uma sozinho no projeto “Prata da Casa” e outra com o “B. Negão”, além de ter feito apresentações na “Favela Chic” junto com “Voltair” em Paris – França.
Diferente do rap tradicionalmente conhecido no Brasil, De Leve faz um rap bem sacana, colocando ironia e deboche dentro de batidas de Rap. O rapper foge dos estereótipos imposto pelo hip hop. Abusando do discurso politicamente incorreto, utiliza a ironia como principal recurso estilístico. E não poupa ninguém: da fogueira das vaidades do mundo artístico ao ciclo menstrual feminino.
Incorporando às bases hip hop influências como o funk e o ragga, lançando mão de instrumentos como o cavaquinho e ruídos eletrônicos inusitados, Ramon Moreno (seu nome de batismo) consegue despretensiosamente, e com muita lucidez, fazer um som instigante, sem perder uma de suas principais características: a tosqueira.
E agora, em 2006, ele vem trazendo mais um arsenal “reality show” – como disse o Bio do Tim – de deboche, ironia politicamente incorreta, batidões sem deixar de se renovar. Incorporando mais do funk e do ragga que antes, ele vem em versão 2.0 com seu “Manifesto ½ 171” pronto pra acelerar. Aumente o som e não aperte o freio.